Guia de Due Diligence: Como Escolher uma Empresa de Recuperação de Dados Corporativos (Checklist para TI)

Quando um array RAID colapsa, um volume de storage se corrompe ou um servidor é atingido por ransomware, o tempo de inatividade custa milhares de reais por hora. Nesse cenário de pressão extrema, gestores de TI, DBAs e diretores corporativos precisam homologar um parceiro de recuperação de dados rapidamente.

No entanto, o mercado está cheio de assistências técnicas comuns se posicionando como laboratórios forenses. Para garantir a segurança da informação e a máxima probabilidade de extração, utilize os cinco critérios de eliminação abaixo na hora de avaliar e escolher uma empresa.

1. O Filtro do Amadorismo: Laboratório de Missão Crítica vs. Assistência Técnica

A primeira validação na sua due diligence deve ser o escopo de serviços do fornecedor. A engenharia reversa de sistemas de arquivos corporativos (como VMFS, ZFS ou metadados de bancos SQL) exige dedicação integral e maquinário exclusivo.

O que observar: Desconfie de empresas que oferecem um portfólio genérico. Um laboratório focado em infraestrutura, servidores e storages não divide espaço na bancada com manutenção de dispositivos móveis. Se a empresa que promete reconstruir a paridade do seu RAID 6 também conserta telas de celulares e tablets, é um sinal claro de que eles operam como uma assistência técnica padrão, não como um centro de dados avançado.

2. Infraestrutura Física e Cadeia de Custódia

O envio de mídias contendo dados sensíveis corporativos exige uma cadeia de custódia ininterrupta. Muitas empresas na internet são apenas “fachadas virtuais” que operam em caixas postais ou repassam a sua mídia para laboratórios terceirizados.

O que observar: Exija transparência sobre o endereço do laboratório de intervenção física. É fundamental optar por empresas com instalações centralizadas em polos corporativos acessíveis e seguros , como no bairro Santo Agostinho , o que permite a entrega da mídia em mãos e uma auditoria visual rápida da operação, mitigando o risco de despachos logísticos obscuros.

3. Capacidade de Engenharia e Equipamentos Forenses

Executar softwares comerciais de recuperação (como Recuva ou EaseUS) não é recuperação de dados; é varredura lógica. A verdadeira recuperação forense começa onde os softwares falham: no hardware e no firmware da mídia.

O que observar:

  • Sala Limpa (Cleanroom): Questione se a empresa possui um ambiente Classe 100 para abertura de discos rígidos (HDs).
  • Hardware Dedicado: O laboratório deve comprovar o uso de estações de hardware de padrão internacional, como o ecossistema PC,3000, essenciais para reparar bloqueios de firmware na Área de Serviço (SA).

4. Modelo de Faturamento de Risco Técnico

O diagnóstico de uma mídia complexa exige tempo de engenharia, mas o risco da operação deve ser compartilhado pela empresa contratada.

O que observar: A regra de ouro corporativa é o modelo “No Data, No Fee” (Sem Recuperação, Sem Custo). Uma empresa confiável não cobra valores adiantados pelo serviço de extração caso não consiga entregar os dados íntegros e funcionais.

5. Reputação Auditável e Histórico de Conflitos

O marketing aceita qualquer promessa, mas o histórico de atendimento a empresas em crise revela a verdadeira capacidade do laboratório.

O que observar: Antes de despachar seus discos, faça uma triagem de reputação. Leia atentamente os depoimentos e avaliações no Google Meu Negócio, buscando relatos de outros gestores de TI sobre casos de RAID, servidores e banco de dados. Além disso, consulte o Reclame Aqui: verifique não apenas se há reclamações, mas a gravidade delas (ex: retenção indevida de mídia, vazamento de dados ou orçamentos abusivos após o envio).

⚠️ Ação de Contingência: Acione a Auditoria de Segurança

Não entregue seus dados corporativos no escuro. Se a sua empresa sofreu um incidente crítico, o primeiro passo é garantir que o laboratório cumpra todos os requisitos de governança e sigilo.

Ligue imediatamente para o nosso canal de emergência através do número (31) 3568,1989 e solicite falar diretamente com o responsável pela Segurança da Informação e Análise Forense. Discutiremos o escopo do seu desastre, os protocolos de NDA (Acordo de Confidencialidade) e o plano de ação seguro para a sua infraestrutura.